o parto normal
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o projecto

Quem somos?

Somos um grupo de Enfermeiros Especialistas em Enfermagem de Saúde Materna e Obstétrica e Saúde Mental e Psiquiátria, que se encontra a frequentar a 2ª Edição do Programa Liderança para a Mudança, levado a efeito pela Ordem dos Enfermeiros em parceria com a Conselho Internacional dos Enfermeiros (ICN).

 

Neste contexto, estamos a desenvolver o projecto intitulado “Pelo Direito ao Parto Normal – Uma visão partilhada”, que pretende gerar consenso alargado entre os profissionais intervenientes no parto, utilizando uma metodologia que inclua a perspectiva do cidadão.

Evidência científica

A evidência científica demonstra que a maioria das mulheres prefere vivenciar o processo do nascimento dos seus bebés em ambientes seguros, com cuidados de saúde e suporte apropriados e com o mínimo de procedimentos e intervenções. Também comprova que níveis de violência estão associados ao tipo de parto. (ODENT, Michel - A Cesariana: Operação de salvamento ou industria de nascimento. Miosótis, 1ª Edição, 2005.(ISBN: 972-8779-57-7).

A OMS e as taxas de cesarianas

Em muitos países desenvolvidos não tem sido possível manter a taxa de cesarianas abaixo dos 15%, como recomendado pela OMS, sendo este fenómeno um motivo de grande preocupação política, conhecidos que são os aumentos dos custos, a maior morbimortalidade materna e a ausência de benefícios fetais associados.

Em Portugal, o Plano Nacional de Saúde (PNS) 2004-2010 reconhece a importância da taxa de cesarianas como critério de qualidade e tem como meta a sua redução para 20% até 2010, não obstante o cenário actual revela um aumento progressivo desta taxa atingindo os 34,1% no ano 2005, ou seja um aumento de mais 10% nos últimos 7/8 anos.

Considerando a experiência internacional, reconhecemos que a existência de uma visão partilhada aos vários níveis de decisão politica, profissional e organizacional que não exclua a visão do cidadão, constitui uma acção fundamental para a concretização das metas delineadas no PNS e também ao exercício do direito da mulher portuguesa a ter um parto normal.

O que entendemos por Parto Normal

Entendemos por parto normal “… o processo fisiológico único com que a mulher finaliza a sua gestação de termo, em que estão implicados factores psicológicos e socio-culturais. O seu início é espontâneo, evolui e termina sem complicações, culminando com o nascimento e não implica mais intervenções que o apoio integral e respeitoso do mesmo”.(FAME -Federacíon de Asociaciones de Matronas de España, Vélez-Malaga, Junho 2006.)

O que constatamos?

Constatamos que existem, actualmente, movimentos organizados na sociedade civil em prol da minimização das intervenções no parto devolvendo à mulher o “protagonismo” e que a não existência de respostas adequadas às aspirações das mulheres, leva-as a procurar soluções, de maior risco, alternativas ao parto hospitalar.

Neste sentido, consideramos que o consenso entre os vários profissionais intervenientes no trabalho de parto é a melhor estratégia para garantir cuidados de qualidade em saúde materna e obstétrica centrados na mulher/família, suportados na evidência científica e nas recomendações internacionais, onde os cuidados de enfermagem especializados não são desprezados.

Propõe-se, como finalidade construir um consenso sobre os conceitos, os princípios e as práticas promotoras do parto normal, que suporte o posterior desenvolvimento de uma Estratégia Nacional de Humanização do Nascimento.

Beneficiários deste projecto

Beneficiários directos: As mulheres, os bebés e o Ministério da Saúde

Beneficiários indirectos: As famílias, a sociedade portuguesa e os profissionais de saúde envolvidos na vigilância da gravidez e no parto.

Objectivos estratégicos:

  1. Mobilizar a sociedade portuguesa para debater o direito ao parto normal.
  2. Elaborar uma proposta de conceitos, princípios e práticas promotoras do Parto Normal, com vista à construção de um consenso nacional.
  3. Implicar as organizações representantes dos profissionais intervenientes no parto e representantes dos cidadãos no debate e aprovação da versão final do consenso.
  4. Estabelecer um contrato-compromisso, sob a forma de declaração, com as organizações representantes dos profissionais de saúde que prestam assistência à mulher e ao recém-nascido, em que se assumam como parceiros na implementação deste consenso.

Stakeholders

Metodologia, Plano de Acção e Cronograma

Cronograma

Quem somos?

Lúcia Leite – Líder do Projecto de Grupo

Arminda Anes Pinheiro

Graça Catarino

João Carlos Freitas

Rosália Marques

 

Mentora do Projecto

Professora Maria Aurora Bessa

Professora Jubilada
Enfermeira Especialista em Enfermagem de Saúde Materna e Obstétrica
Ex. Directora da Escola Superior de Enfermagem Cidade do Porto
Ex. Consultora do Comité de Formação das Parteiras – União Europeia

 

Consultores

Professor Doutor Paulo Kuteev-Moreira

Economista da área da Saúde, Responsável executivo no Centro Europeu para a Implementação das Politicas de Saúde Europeias (Estocolmo). Doutor em 'Health Management' pela University of Manchester. Professor em estratégias de Acção em Saúde e especialista em Comunicação e Políticas de Saúde, Escola Nacional de Saúde Pública.

Enfermeiro Sergio Gomes

Chief Nurse Officer
Coordenador do Projecto Saúde 24

Enfermeira Margarida Filipe

Enfermeira Especialista em Enfermagem de Saúde Materna e Obstétrica
Enfermeira Directora Unidade Local de Saúde Matosinhos
Adjunta do Ex. Ministro da Saúde Prof. Dr. Correia de Campos
Ex. Vogal da ARS Norte
Presidente da Secção Regional do Norte da Ordem dos Enfermeiros 2004/07

Professor Doutor Diogo Ayres de Campos

Médico Especialista e Chefe de Equipa de Ginecologia e Obstetrícia no Hospital de São João no Porto
Responsável pelas obras do novo Bloco de Partos do Hospital de S. João
Professor de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina do Porto
Director da Unidade de Pós-graduação em Ginecologia e Obstetrícia do Hospital de S. João

Drª. Isabel Vieira de Freitas

Economista
Coordenadora do Departamento de Formação e Projectos da Câmara de Comercio e Industria da Madeira
Consultora Económica

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